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Coluna

O Corinthians precisa agir: a base não pode continuar pagando essa conta

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Clube tem calendário reduzido e está fora das principais competições de base do país.

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Hoje, fora do MCF, o Corinthians deixa de disputar competições fundamentais para a formação dos nossos atletas. E isso está tendo impacto direto no desenvolvimento das gerações mais novas.

Para se ter ideia, na Copa Voltaço (uma das competições mais relevantes da categoria) entre 80% e 90% dos atletas convocados para a próxima Seleção Sub-15 disputaram o torneio. O Corinthians não estava lá.

Isso significa menos enfrentamentos de alto nível, menos preparação para o que realmente importa.

Não é só a Copa Voltaço. Estamos ficando fora de pré-Paulistas importantes, de competições que servem como principal preparação antes do estadual.

Enquanto outros clubes disputam Copa Ficta, Copa Votorantim, Ibrachinha, Copa Integração, Copa Desenvolvimento, Copa Umbro e diversas outras competições fortes ao longo do ano, o Corinthians tem um calendário reduzido.

Já perdemos alguns atletas talentosos. A frustração aumenta. Pais questionam. Profissionais ficam expostos. E o mais grave: o futuro do clube começa a ser comprometido.

A geração 2011, por exemplo, disputou poucos campeonatos nesse período. Hoje falamos em três ou quatro competições realmente relevantes no ano. Para um clube do tamanho do Corinthians, isso é muito pouco.

Não se trata apenas de títulos. Trata-se de formação.

E enquanto a situação jurídica não é resolvida, o Corinthians segue perdendo espaço, visibilidade e competitividade. Outros clubes avançam. Outros clubes se fortalecem. Outros clubes estão presentes onde deveríamos estar. É preciso que a diretoria trate essa questão como prioridade máxima.

Não é um problema administrativo qualquer. É um problema estrutural. É um problema que atinge diretamente as categorias menores. É um problema que afeta o futuro do Corinthians.

Os atletas estão sendo prejudicados. Os profissionais estão sendo prejudicados. A imagem do clube formador está sendo fragilizada.

O torcedor precisa entender a gravidade do momento. E o clube precisa se movimentar com mais firmeza, mais transparência e mais urgência para resolver o imbróglio envolvendo o MCF. O Corinthians sempre foi referência na formação.

Mas referência não se mantém parada. Referência se sustenta com presença, competição e protagonismo. E a nossa base não pode continuar pagando essa conta!

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