Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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Coluna

O que os gols do Corinthians contra a Portuguesa dizem sobre os arremessos laterais da equipe?

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O Corinthians, de Dorival Júnior, possui a melhor bola parada ofensiva do futebol brasileiro, isso é fato.

Engana-se, porém, quem pensa que o universo “bolas paradas” no futebol se limita unicamente a escanteios e faltas. Trata-se de um seara que engloba também alguns outros momentos, tais como: tiros de meta (ações de primeira fase de construção e/ou comportamentos em bloco alto), o próprio trabalho das barreiras e, claro, os arremessos manuais.

O lateral é, com ampla margem, a situação de bola parada que mais ocorre ao longo de uma partida de futebol. Se até anos atrás tratava-se de um momento totalmente escanteado da concepção do jogo em si, atualmente tem sido tratado com a devida importância que a recorrência do mesmo exige.

Dorival Júnior e toda a sua comissão técnica demonstram, quarta e domingo após quarta e domingo, que, durante o dia a dia de treinamentos, os arremessos laterais são trabalhados junto ao grupo de atletas.

No vídeo abaixo, observem como a mesma dinâmica se repete. O responsável por repor a bola realiza o arremesso buscando o espaço, a fim de ativar um companheiro, via de regra à pé trocado — à direita um canhoto, à esquerda um detro — que possui a tarefa de retirar a bola da zona de pressão, buscando o lado oposto, onde, via de regra, o lateral do setor gera amplitude.



Agora, você deve estar se questionando: “Certo, mas o que os gols do confronto diante da Portuguesa tem a ver com isso?”

Pois bem, é natural que o lançamento de Matheuzinho e o arremate de Vitinho, precedido por um belíssimo controle de coxa, diga-se de passagem, acabam concentrando todos os holofotes. Porém, quando observamos a construção desde o início, a dinâmica do lateral está presente.



Notem como Matheuzinho alarga o campo pelo perfil contrário. Mais do que isso, percebam como, logo após gerar apoio para Kayke, André Luiz procura imediamente o lado oposto.

É justamente esse automatismo, exibido por um jogador que não costuma executar tal ação, que releva o nível de constância com que essa jogada ensaiada deve ser trabalhada pela comissão técnica.

O próprio gol sofrido pelo Corinthians origina-se a partir de um erro técnico, neste caso de Raniele, onde também é possível visualizar a presença dessa mesma dinâmica.



É por essas e muitas outras mais, que serão por mim abordadas semanamente neste coluna, que afirmo, sem a necessidade, ouso dizer, do respaldo algum em títulos: o trabalho de Dorival Júnior no Corinthians é excepcional.

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