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Saibam que, àquele que não desiste, àquele não perece.
Àquele que sangra em silêncio, que resiste nas arquibancadas, que aprende desde o berço que amar o Corinthians é aceitar o peso e ainda assim sorrir, esse permanece.
Porque o Corinthians não nasceu para os cômodos.
Não foi erguido nos salões polidos da conveniência.
Foi forjado na lama, na várzea, no grito rouco de quem nunca teve privilégio, mas sempre teve coragem.
Ser Corinthians é compreender que a grandeza não está na estrutura, mas na essência.
Não está na força que cala, mas na força que levanta.
E há, entre nós, aqueles que confundem tamanho com verdade.
Que confundem poder com legitimidade.
Que acreditam que defender o escudo é silenciar o irmão.
Mas o Corinthians jamais foi sobre esmagar o menor.
Jamais foi sobre sufocar a voz que ecoa do mesmo povo.
Jamais foi sobre temer a luz que nasce na periferia do próprio amor.
O Corinthians é partilha.
É arquibancada que empurra.
É mão estendida quando a perna falha.
É suor dividido, é dor coletiva, é vitória que pertence a todos, e nunca a poucos.
Quando um corinthiano tenta derrubar outro, não atinge apenas um canal, uma voz ou uma ideia.
Fere o próprio princípio daquilo que diz defender.
Porque o verdadeiro corinthianismo não se mede em números, mas em nobreza.
Não se prova com discursos inflamados, mas com coerência.
Não se impõe pela força, mas se sustenta pela lealdade.
Se há disputa, que seja no campo.
Se há batalha, que seja contra o mundo que sempre nos quis menores.
Entre nós, deve haver união, porque sempre foi assim que sobrevivemos.
O Corinthians é resistência.
É o povo que insiste.
É o improvável que acontece.
É o pequeno que se agiganta sem precisar diminuir ninguém.
E que jamais se esqueça:
quem é verdadeiramente fiel não teme a voz do outro, a reconhece.
Não tenta calar, soma.
Não derruba, sustenta.
Porque ser Corinthians é lutar.
Mas lutar juntos.
E àquele que insiste em caminhar com dignidade, mesmo quando tentam lhe arrancar o chão, saibam:
o povo reconhece.
A história registra.
E o Corinthians, o de verdade, sempre pertence aos que resistem.
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