[ANÁLISE PARCIAL] 1º Tempo de COR 0 X 0 BRA - Garro vive; Corinthians ladra mas não morde
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[ANÁLISE PARCIAL] 1º Tempo de COR 0 X 0 BRA - Garro vive; Corinthians ladra mas não morde

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·há 1 mês
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Todas as minhas análises parciais seguirão o mesmo padrão mais rápido e menos detalhista, onde eu vou, normalmente, focar em um só ponto do jogo - essa, por exemplo, será sobre os primeiros 25 minutos de Rodrigo Garro -, visando entregar o texto antes do início do 2º tempo e trazer, ainda, um conteúdo relevante e interessante. Vamos lá: Começo essa análise fazendo um mea culpa: em minha última análise constatei que Rodrigo Garro estaria "morto", que seu físico não permitia que ele atuasse em alto nível e que ele dava fortes indícios de que já não era mais um jogador capaz de acelerar o jogo, realizar a transição entre a zona defensiva para a ofensiva de forma efetiva. Ainda acho que, de certa forma, suas pernas não acompanham a rapidez de seu raciocínio como acompanhavam antes. Mas, nos primeiros 25 minutos do primeiro tempo, Garro provou que ainda vive, e que ainda é capaz de grandes atuações contra times competitivos. Mas o que exatamente ele fez, e por que conseguiu fazer? Rodrigo Garro atuou como um camisa 10 oportunista durante o período supracitado e, quando eu digo oportunista, não quero dizer que ele aproveitou somente as oportunidades ofensivas, como o termo nos leva a pensar, mas também aproveitou muito bem as oportunidades defensivas, com o destaque para o lance onde ele desarma o ataque, carrega a bola e acha uma ligação direta de forma espetacular. Na minha visão, ele pôde aproveitar tantas oportunidades muito pela disposição técnica e posicionamento tático da equipe do Dorival, mas não somente: também aproveitou muito por conta da constante pressão do bragantino e de suas linhas altas. Explico: Quando falo em disposição técnica, quero dizer respeito à capacidade técnica dos jogadores escalados e, quando falo em posicionamento tático, quero que entendam como a distribuição dos jogadores no espaço do campo. Dorival veio à jogo com Matheus Pereira e Carrillo, dois volantes de cadência, e peço muita atenção ao termo cadência. Assim como o termo oportunista, quando pensamos em um jogador que cadencia o jogo, isto é, controla o momentum, pensamos naquela atuação do Matheus Pereira onde ele tenta quebrar linhas com todos os passes e propriamente acelerar o jogo. Entretanto, cadenciar um jogo é, também, fazer o que faz o Carrillo ao dominar a bola, acalmar os companheiros e fazer passes muito mais laterais do que verticais. Nesse jogo em específico, Matheus Pereira e Carrillo funcionam como o arco do time do Corinthians. Com a bola nos pés, eles colocam o jogo em banho-maria, como faz um Quarterback em um jogo de futebol americano: trocam passes curtos, mapeiam o jogo e esperam a movimentação dos atacantes - e é assim que normalmente se joga contra linhas altas, principalmente se teu time tem um atacante extraclasse em atacar os espaços como é Yuri Alberto. Entretanto, no recorte temporal dos primeiros vinte e cinco minutos, MP e Carrillo cozinham o jogo; como o arco, eles esticam a linha, posicionam a flecha e miram, mas quem solta a linha e, efetivamente, lança a flecha, é Rodrigo Garro. É ele quem pisa, gira e lança a bola, conectando a preparação e a leitura do meio-campo à velocidade e incisividade dos ataques de Yuri. Para a análise parcial é isso que tenho. O Corinthians não consegue ser letal, o Memphis é um morto, o Matheus Bidu não tem jogado bem no geral mas tem tido muita dificuldade para lidar com jogadores que se impõem fisicamente e o Corinthians precisava do Kaio César pra esse jogo. Minha expectativa é que o Allan estreie e estreie muito bem. Aceitaria ele facilmente no lugar do Carrillo. Farei uma análise do jogo todo assim que acabar. Vai Corinthians!
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