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·há 3 semanas
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A Fiel sempre teve uma relação especial com seus centroavantes. Do oportunismo de Jô à garra de Yuri Alberto, o "camisa 9" do Corinthians nunca foi apenas um finalizador; ele é o primeiro combatente. Nesse cenário, um nome volta a ganhar força na minha opinião: Pedro Raul. Após um período de empréstimo ao Ceará, onde reencontrou o caminho das redes (marcando 17 gols em 2025), o atacante retornou ao Parque São Jorge e a pergunta que fica é: por que ele ainda não teve uma sequência real em 2026?
O "Tanque" que o elenco precisa
Diferente de Memphis Depay ou Yuri Alberto, que buscam a mobilidade e as pontas, Pedro Raul oferece algo que falta no repertório atual de Dorival Júnior: presença de área e estatura. Com seus 1,93m, ele não é apenas um "alvo" para chuveirinhos. Suas características técnicas mostram um jogador que:
Domina o pivô: Pedro sabe sustentar a marcação de costas, servindo como uma "parede" para a chegada dos meias como Rodrigo Garro.
Domínio Aéreo: Em jogos truncados, onde as defesas se fecham, ele é a solução para "limpar" o jogo por cima, tanto finalizando quanto escorando bolas.
Pressão Defensiva: Pedro tem um comportamento agressivo na transição defensiva, ajudando no "perde-pressiona", algo vital para o estilo moderno do Corinthians.
Como potencializar o camisa 18?
Para Pedro Raul render o que rendeu no Goiás ou recentemente no Ceará, o time precisa entender sua valência. O Corinthians não pode esperar que ele carregue a bola por 40 metros. O esquema ideal para ajudá-lo envolve:
Laterais e pontas agudos: Cruzamentos de linha de fundo são o combustível de Pedro.
Aproximação do meia: Com Pedro segurando os zagueiros, abre-se um "buraco" na entrada da área para chutes de média distância ou tabelas rápidas.
Veredito: É hora de dar a chance real
A lesão recente de Yuri Alberto abriu uma brecha, e embora Gui Negão esteja no radar, a experiência de Pedro Raul fala mais alto. Ele já provou no ano passado que, com confiança e ritmo, os gols saem naturalmente — foram 10 gols só no último Brasileirão pelo Ceará.
Hoje, com um ambiente mais organizado, Pedro Raul merece — e deve — ter mais minutos. Ele não é apenas uma opção de banco; é uma ferramenta tática que pode decidir jogos decididos no detalhe e na força física.
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