O passado não pode voltar ao Corinthians
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O passado não pode voltar ao Corinthians

S
·há 1 dia
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O título é autoexplicativo. Quando falamos sobre mudanças de técnicos, o que esperamos? Uma evolução ou sermos salvos? Neste exato momento, procuramos evolução. Estamos no início da temporada e ainda temos competições para disputar. Cogitar a volta ao passado é um erro e eu explico o porquê. --------------------------------------------------------------------------------------------------- Vamos começar com: Tite. Adenor Bacchi é meu ídolo. Mesmo depois de tudo que ele fez nos últimos anos, carrego muita mágoa, mas nunca vou deixar de amar toda a sua história no clube. Porém, o meu “não” hoje não é apenas por conta de suas atitudes (embora também pese). Acompanhando seus trabalhos pós-seleção, deu para notar algo bem específico que mudou: sua comissão técnica. Hoje, ele não conta mais com nomes como Cleber Xavier, Fernando Lázaro e Fábio Carille. Seu filho vem ganhando espaço como principal auxiliar, e o antes tão aprovado Fábio Mahseredjian, como preparador físico, hoje carrega decepções inclusive a nível preparador do Dorival. O pior ano físico do Arrascaeta foi sob o comando de Tite. Tite está em processo de transição, começando a entregar seu trabalho ao filho. Infelizmente, suas passagens por Flamengo e Cruzeiro não deixaram saudades nem legado. --------------------------------------------------------------------------------------------------- O segundo nome: Ramon Diaz Tenho meus problemas com ele desde o famoso discurso após o jogo contra o Barcelona-EQU: “Os torcedores choravam, imploravam para que salvássemos o time. Estamos na semifinal do Paulista, classificamos para a Libertadores.” Isso tudo após um 3 a 0 na pré liberta. Lembro como se fosse ontem: ninguém na internet gostou de ouvir isso. Eles estavam sendo pagos para isso “salvamos vocês, querem o quê mais?” Mas o problema com Ramón vai muito além desse discurso. Ele foi demitido após críticas indiretas de Memphis Depay, que deixou claro que o time sofria taticamente sem Garro e realmente sofria. Nunca mais teremos o Garro que ele teve, e nem sabemos se teremos o Memphis. Acompanhei seus dois últimos trabalhos após o Corinthians, e minha conclusão é: Memphis estava certo. Ramón Díaz é um técnico que sofre taticamente. Além disso, assim como Tite, está em uma fase de finalização de carreira. Emiliano Díaz, em breve seguirá carreira solo. No Internacional, quase foi rebaixado se não tivesse sido demitido, provavelmente cairia após uma goleada para Fernando Diniz (o mesmo que perdeu o título para Dorival). No Olimpia, pediu demissão após apenas sete jogos. Foi importante, e serei eternamente grato por salvar o time do rebaixamento e conquistar o Paulista. Mas, se nem no River Plate ( onde é ídolo )teve espaço após a saída de Gallardo, por que teria no Corinthians? --------------------------------------------------------------------------------------------------- Convido todos a debaterem com respeito. Essa é minha opinião, baseada no que acompanhei nos últimos trabalhos. O Corinthians precisa do novo, precisa seguir em frente. Não podemos viver um ciclo “Mano Menezes” com nomes do passado.
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