Quando o sonho é manchado
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Quando o sonho é manchado

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·há 1 semana
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*Pequeno aviso (de sempre): Aproveitando o fórum dessa comunidade maravilhosa pra expor as coisas que penso e treinar para um possível futuro no jornalismo esportivo. Vamos pra história? Corinthians graaaaaandeeeeee A gente sabe o que (não) aconteceu durante o jogo de ontem, contra o Coritiba, na volta do Brasileirão e no também retorno do Corinthians em campo após 11 dias sem atuar. Não chega a ser extremamente surpreendente, mas o fato de não conseguir apresentar nada além de cruzamentos pra área e finalizar apenas uma vez ao gol (da forma como finalizou) consegue trazer mais desgosto pra vida corinthiana. No entanto, talvez a maior “facada nas costas” não tenha vindo em campo, e sim fora, na declaração pós jogo de Matheus Bidu. Eu realmente queria entender o que acontece com cada ser humano que, devido suas habilidades, consegue chegar a pisar em campo profissionalmente. Não digo que literalmente todos que tenham essa experiência tenham comportamentos iguais, tanto por obviamente não acompanhar campeonatos de níveis mais inferiores quanto porque também obviamente não dá pra cravar as linhas de pensamento de ninguém, mas algo muda. Pensar que o mesmo caminho que muda vidas, famílias e condições sociais também pode alterar visões do campo e de vida às vezes soa assustador. Não consigo separar as coisas, e nem acho justo separar, principalmente pelo motivo do torcedor não merecer passar por isso. Talvez não seja tão correto, mas o torcedor não tem direito de ouvir discursos que o desvalorizem. Infelizmente tem coisas que não tem desculpas, por mais que se queira esquecer (e não que se deva). É um texto muito pessoal, que serve também como uma espécie de desabafo, apesar de não ser exatamente um. Assim como todos aqui, nasci Corinthians. Assim como eu, Matheus Bidu nasceu Corinthians, e realizou o sonho que qualquer um dos mais de 30 milhões que fazem parte dessa torcida gostaria, e essa é a pior parte da situação. A sensação que passa é que, apesar de não gostar de medir “corinthianismo”, a camisa caiu nas mãos de quem não merecia, e pior: caiu nas mãos de alguém que decepcionaria (pra dizer o mínimo) tudo o que a equipe representa. O “tudo” são os torcedores, que ainda por cima tiveram que passar por verdadeiras provações de amor nos últimos anos, tendo que lidar com os bastidores turbulentos, com crise atrás de crise, com extrema desconfiança em relação à quem estava dentro do clube e com a certeza de que as situações não melhorariam facilmente, o que se perdura até hoje, tendo um novo episódio de polêmicas nessa mesma semana. Os títulos do Paulista e da Copa do Brasil de 2025 são históricos sim, conforme disse Bidu. Mas o torcedor tem consciência: poucos do elenco tem o respeito próximo à de um ídolo ou algo do tipo. Todos podem construir, e é um elenco com total capacidade pra realizar isso, tanto pelo lado técnico quanto pelo lado da figura deles em si, mas Bidu perdeu, com as declarações de ontem, esse lado de carinho que poderia ser adquirido (as vezes nem precisando fazer muito) foi manchado. Ele sempre vai ter um “porém” pra lidar daqui pra frente, e a culpa disso é exclusivamente dele. Tudo isso não significa que devemos deixar de gostar ou ter respeito por ele, as emoções regem o torcedor e são imprevisíveis, mas aquele “desconforto” sempre vai vir, e agora uma relação fria deve se instaurar cada vez mais se não cuidada, e não pelo torcedor, que já não tem mais “obrigação” de “gostar” dele, mas sim por Matheus Bidu. O sonho dele de infância, que acredito que não tenha mudado, de vestir a camisa do time do coração e marcar seu nome se concretizou, mas a partir de ontem ele faz parte de uma indigesta lista de nomes que marcaram seu nome pro bem e pro mal. Resta pra ele fazer assim como fazia quando ainda era apenas um menino que gostava de futebol: torcer, torcer pro placar dele não ser desfavorável daqui pra frente.
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