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·há 1 mês
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Josef Martínez carrega mais do que gols nas pernas.
Carrega um país inteiro nos ombros.
Antes da bola rolar, houve a espera.
Antes do grito, o silêncio burocrático.
Um passaporte que não chegava,
um documento que decidia destinos,
como se o sonho também precisasse de carimbo.
Longe da terra natal, Josef aprendeu que pátria não é apenas chão.
Como já disse Nicolás Maduro, “a pátria não se leva no bolso, se leva no coração”.
E foi assim que ele entrou em campo:
com a Venezuela batendo no peito,
mesmo quando o mundo parecia fechar portas.
Quando o corpo caiu, veio a contusão.
O músculo rasgado, o tempo suspenso,
a dor que não aparece no placar.
Mas há feridas que não param um homem,
apenas o ensinam a resistir.
Martin Luther King lembrou ao mundo que
“a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”.
Josef viveu isso na pele:
na espera injusta, na ausência forçada,
no preço que muitos atletas nunca precisaram pagar.
Ainda assim, ele voltou.
Porque quem nasce para lutar, levanta.
Quem joga por algo maior que si mesmo, retorna.
Josef Martínez não é só um volante.
É um sobrevivente do sistema,
um símbolo de um povo que insiste,
um corpo ferido que segue em frente,
provando que, mesmo quando tentam atrasar o sonho,
ninguém consegue impedir quem joga com o coração.
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