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·há 20 horas
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A tarde e a noite de domingo chegou, e a minha paixão se perfilou mais uma vez em campo. É assim que a vida se apresenta. Hoje foi dia de embate caloroso e intenso contra o representante de minas — um daqueles confrontos tradicionais do futebol, onde o peso da camisa se sobrepõe na história. Essa é a dinâmica maravilhosa do esporte: ser campeão ou não ser; ser forte ou não ser; pertencer a um estado ou a outro. O futebol proporciona essas nuances, mostrando que as vitórias e as derrotas são apenas o frame que determina qual emoção se registra.
Hoje, o jogo foi inegavelmente pegado e sofrido. Muito justifica o desempenho apontando o cansaço, o despreparo, o mérito do adversário, mandinga, desconcentração ou até mesmo decisões questionáveis da comissão técnica à beira do gramado. Mas nada explica porque o desejo e a realidade se debatem tanto na vida de ser alvinegro. Fato é que não dá para fugir da realidade: o timão jogou em um ritmo mais lento do que deveria e atuou com uma cautela excessiva.
Contudo, não se pode fingir que essa não seja a nossa própria verdade. Ser corinthiano é ser fiel, é ser apaixonado, é acreditar e, também, estar pronto para viver. Não importa o quão difícil a partida pareça, nós sempre acreditamos que a reviravolta é possível; nós sempre confiamos e olhamos em direção ao inimaginável.
E hoje, aos 40 e tantos minutos do segundo tempo, o inimaginável aconteceu. Não há palavras para descrever o gol do marroquino: uma bela finalização após um cruzamento incrível, garantindo uma vitória que veio em um momento espetacular. Os jogadores foram ao êxtase pelo grande desempenho e por tudo o que aconteceu em campo. No fim, o que fica de mais magnífico é contemplar um ambiente capaz de construir, digerir as adversidades e transformar o que chamamos de 90 minutos de puro tesão.
Às vezes a gente sofre, às vezes a gente se emociona, mas o mais importante é que a gente sempre vive.
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