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·há 1 mês
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É verdade que, em alguns momentos recentes, o Garro tem parecido mais cauteloso. Às vezes entra no jogo sem pedir tanto a bola, evita assumir logo de cara, algo bem diferente daquele jogador que se oferecia o tempo todo. Isso não apaga o que ele já mostrou, mas indica claramente um fator: confiança.
Quem analisa futebol sabe que isso não é desinteresse. É pressão, é cobrança acumulada, é o peso de ser criativo em um time que ainda oscila coletivamente. Quando o ambiente pesa, até quem é diferente sente.
E Garro é diferente. Diferente porque pensa o jogo, porque tenta a jogada difícil, porque não é comum. Por isso, erra mais, aparece mais e é mais cobrado.
A recuperação passa por apoio, não por rótulos. Quando a confiança volta, o pedido de bola volta junto. O talento não some.
Vai dar tudo certo, Garro.
Graças por ser diferente.
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