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·há 1 mês
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O Corinthians não para de lutar. Por que não podemos acreditar que o jogador mais técnico do time também vai lutar e voltar a jogar um bom futebol? Há seis meses era impossível imaginar que o Garro não estaria entre os melhores 11 do Corinthians. Ele está abaixo, sim e não estou aqui para defender a titularidade. Estou aqui só para dar motivos para acreditar no futebol do nosso camisa 8.
Primeiro: quando estávamos no fundo do poço, Garro foi um sopro de esperança. O gol de falta contra o Palmeiras, no distante Paulistão de 2024, marcou a virada para essa nova fase do time. Já no Brasileirão, ainda em 2024, ele era o jogador mais regular do elenco. Melhorou demais quando o Memphis chegou e fazia o time jogar. Foi o Garro quem nos deu a certeza de que “tudo ficaria bem”.
Vieram os títulos em 2025, mas o meia enfrentou problemas extracampo, e 2024 causou um esgotamento físico no nosso craque. Jogou muito abaixo, ficou fora dos principais jogos e viu Breno Bidon dominar o meio-campo.
Agora, em 2026, estamos vendo um jogador apático em campo. Mas não podemos cair no barulho da Fiel Instagram, que já praticamente encerrou a carreira do Garro. Com ele em campo, pode, sim, voltar a ficar tudo bem.
Uma comparação que faz sentido pra mim: lembram do Douglas, camisa 10 do nosso time da Série B? Campeão da Copa do Brasil? Ele era o nosso meia genial, rápido, dono de passes e lançamentos longos. Depois caiu de rendimento e saiu para a Arábia e pouco tempo depois estava no Grêmio, jogando muita bola e recuperando o bom futebol. A torcida do Grêmio fala dele com carinho até hoje. O Corinthians ainda trouxe o Douglas de volta; ele fez boas partidas e deu até passe na semifinal do Mundial.
Onde eu quero chegar? Se a torcida continuar queimando o Garro, ele pode fazer o mesmo caminho: vai sair do Corinthians aos 28 anos. Daqui a um ano estará em um Grêmio, Inter ou Atlético-MG da vida, jogando bola de novo.
Garro tem tudo para ser ídolo do Corinthians. Precisamos depositar nele a mesma fé que ele nos inspirou lá em 2024. E vai ficar tudo bem.
(Drew, me nota quero ser colunista do coringão)
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