O Corinthians apostou alto demais? A ameaça diante do avanço contra as bets.
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O Corinthians apostou alto demais? A ameaça diante do avanço contra as bets.

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·há 1 mês
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O avanço no Senado do projeto que proíbe publicidade e patrocínio de casas de apostas acende um alerta importante no futebol brasileiro. Clubes que hoje dependem fortemente dessa receita podem enfrentar, em médio prazo, um choque financeiro relevante. E o Corinthians é um dos casos mais sensíveis. Nos últimos anos, as bets se tornaram protagonistas no financiamento dos clubes. No caso do Corinthians, o tema ganha ainda mais peso porque o novo contrato de patrocínio máster previa R$ 150 milhões por ano, com potencial de chegar a R$ 200 milhões mediante gatilhos e ativações comerciais. Trata-se de uma receita estruturante para o orçamento do clube. O problema é que o projeto aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado veda a exposição de marcas de apostas em uniformes, estádios, mídias digitais e campanhas promocionais, o que inviabiliza diretamente esse modelo de patrocínio. O risco não é imediato, mas é real. O projeto ainda: • Precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça • Ser votado no plenário do Senado • Tramitar na Câmara dos Deputados • Ser sancionado pela Presidência Isso significa que o Corinthians não perde a receita amanhã. Mas o risco deixou de ser hipotético e virou regulatório. A partir do momento em que o Congresso avança com um texto tão restritivo, qualquer planejamento financeiro que dependa de bets passa a carregar um risco real de descontinuidade. O Corinthians tem um plano B? A alta dependência da receita das bets, amplia o impacto de uma eventual proibição, e a falta de alternativa clara, pode fazer com que o clube seja forçado a aceitar contratos menos vantajosos, ou até mesmo parcerias emergenciais. Um debate que vai além do futebol A relatora Damares Alves sustenta o projeto com dados sobre endividamento das famílias, uso de benefícios sociais em apostas e impactos na saúde mental. Isso confere ao tema forte apelo social e político, tornando improvável qualquer reversão baseada apenas nos interesses econômicos do esporte. Diante desse cenário, resta saber se o Corinthians já trabalha um plano alternativo. E fica a expectativa de que Osmar Stábile esteja com alguns coelhos bem guardados na cartola.
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