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·há 1 mês
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O melhor elenco que já presenciei no Corinthians é o de agora. Em qualidade técnica? Provavelmente não. É outro “melhor”. Tem coisas que são difíceis de se explicar, então de certa forma também escrevendo isso aqui para saber porque eu tenho esse elenco como o melhor que vi na vida, ou melhor dizendo, o que mais me senti confortável e realmente feliz em torcer. É óbvio: eu sempre me senti ótimo qualquer fosse o time e a escalação, mas algo falou mais alto dessa vez desde o dia que decidi, por conta própria, que iria torcer e acompanhar o clube (mesmo que eu não tivesse a mínima noção do que estivesse fazendo)
Talvez o 1º possível motivo seja até meio pessoal: o fato que, depois da pandemia, sem querer acabei saindo do “automático” e não só o futebol mas diversas coisas do passado ficaram “estranhas”. Não vou dizer que a pandemia “mudou minha pessoa e me tornou mais humano”, não é isso (aliás esse discurso foi muito disseminado na época, mas sempre foi irreal e papo de “mascarado”, como se diz no mundo do futebol), foi uma questão de não se identificar mais com o que pensava que era o mundo. Enfim, mudanças de quem estava crescendo. Talvez outro motivo que justifique é ver os ídolos do passado te frustrando. Jogadores como Fagner, Cássio, Alessandro, Sheik, e até técnicos como Tite e Carille transformarem tudo que se viveu em algo pequeno devido suas atitudes de gente pequena. Não vou apagar a história de ninguém, o campo nunca vai apagar, mas assim como isso não se apaga, comportamentos também não podem (nem devem) ser apagados, mesmo que se perdoe posteriormente. Talvez eu tenha perdido a “magia” que eles nos trouxeram, ainda mais sendo criança/adolescente. Talvez essa mesma magia eu tenha adquirido de volta, mesmo sem perceber, ao começar a acompanhar as lives do nosso querido streamer e tendo “permissão” de ser emocionado junto com várias pessoas, tendo finalmente achado um espaço que nunca pensei que acharia, e consequentemente tudo sobre o Sport Club Corinthians Paulista se tornou mais especial, tudo mesmo, até fora de campo as notícias sendo péssimas. Outro motivo pode ter sido as lutas contra o rebaixamento que o time enfrentou nos últimos anos, dizem que quando se percebe o clube numa situação assim o amor aumenta, não sei se é uma verdade imutável mas é incontestável pra mim: aumentou muito
De todas as possibilidades que cogitei, creio que de fato todas tenham influenciado para gostar tanto desse time atual, é praticamente um combo de todos esses fatores. Mas tem um que é imbatível: identificação. Nunca, desde que em 2013 comecei a acompanhar, senti esse time coletivamente tão unido com o time. Unido no aspecto emocional mesmo. Quando a identificação é forte, tudo ao redor se torna maior e melhor, e creio que estamos no auge nesse sentido, até a ponto de, quem vir futuramente, entender melhor o que é ser Corinthians. O Corinthians é superação, a vida desses jogadores até chegar ali é superação, e a de vários presentes nesse elenco o significado de “dar a volta por cima” chegou a outros níveis. É literalmente do goleiro ao centroavante. Hugo Souza, humilhado no Flamengo e que apesar de tudo continua sendo odiado por muitos, está cada dia mais próximo de ser ídolo (já considero). Bidu e Matheuzinho, dois corinthianos de coração e de atitude. É visível o amor em campo, o quanto queriam estar aqui. Raniele e GH que com pouquíssimos meses aqui se transformaram em um líderes e não tiveram medo de assumir as responsabilidades, ainda mais vendo que o cenário que o time passava nesses setores, com Paulinho se aposentando e a zaga frágil depois de tantos anos. Os meninos da base, como Bidon e André, que dão felicidades que até pouco tempo atrás era impossível de se imaginar, ainda mais com gestões passadas relacionadas ao terrão. Garro sendo a esperança em dias complicados e a felicidade em dias melhores. Memphis sendo a cara do Corinthians e o sonho de qualquer torcedor: ver um astro mundial em seu clube, e se identificando de forma tão genuína (na minha opinião, de longe um dos jogadores que mais entendeu o significado da camisa que veste, mas isso é outra história). E Yuri, que por mais que ainda passamos situações enlouquecedores, faz outro “impossível” se tornar real. Nunca se confiou tanto em um atleta quanto em Yuri Alberto, e goste ou não, é bonito de se ver
Fora isso, a união da torcida, o poropopó, a busca pelos títulos impossíveis, pelos milagres impossíveis e pela rendição contribuem para ter a minha certeza: o “impossível” se encontrou com o “impossível”, e quanto mais desacreditado, melhor. Só corinthiano sabe o que é isso. O “talvez” não existe. Corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus!
*Pequeno aviso (de sempre): Aproveitando o fórum dessa comunidade maravilhosa pra expor as coisas que penso e treinar para um possível futuro no jornalismo esportivo. Vamos pra história? Corinthians graaaaaandeeeeee
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